Letramento Digital
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Memória Aula dia 18/09/12
A aula de hoje foi referente ao texto “Um passo para fora da sala de aula: novos letramentos, mídias e tecnologias” de Luiz Henrique Magnani. (disponível em http://usp-br.academia.edu/LuizHenriqueMagnani/Papers )
O texto foi estudado pelos alunos Sonia e Ednilson e transformado em uma apresentação em power point, com a utilização dos recursos de texto, imagem, vídeo e som.
Abaixo um resumo do texto.
O texto é dividido em 4 tópicos.
1. Novos letramentos, multiletramentos e criticidade: breve histórico
No primeiro tópico o autor faz um apanhado histórico do termo letramento, destacando que o termo tem trajetórias diferentes no Brasil e na língua inglesa. No Brasil a autora Magda Soares é referência no tema. Na língua inglesa tem uma trajetória mais extensa e mais disputada. O autor destaca 2 grandes méritos das perspectivas sobre letramento: 1. Foco na reflexão analítica da língua em uso, percebida em um contexto concreto 2. Sensibilidade em relação aos problemas e conflitos a que os usos da linguagem estão relacionados.
2. Novos letramentos, mídias e tecnologias
Neste tópico o autor defende uma visão de letramento centrada na construção de sentidos, não fechando o escopo na leitura e na escrita ou, mais especificamente, no texto verbal impresso. É uma visão que dá conta das práticas imersas em contextos de novas mídias e tecnologias, destacando que a escola não centraliza todas as formas de saber e conhecimento que circulam dentro da sociedade. Cita exemplos de alguns trabalhos desenvolvidos com o tema letramento e tecnologias: Lankshear e Knobel (2006) remix e memes da internet; Gee (2003) videogames e ensino; Rowel e Burke (2009) e Nahachewsky e Begoray (2010) centrados no aprender na sala de aula e propondo reflexões sobre aspectos relacionados às novas tecnologias nesse processo; Heath (1983) compreensão das práticas letradas extraescolares e os conflitos e diferenças entre as demandas da escola e as práticas familiares e cotidianas das comunidades envolvidas no estudo.
3. A “escola fora da escola” em foco
O tópico em questão faz uma análise do texto “Redes sociais e contracultura: a escola fora da escola”, do prof. Luis Fernando Gomes, onde seu autor procura pensar sobre o que está ocorrendo fora da sala de aula para compreender melhor o descompasso entre escola e novas mídias e tecnologias. Para fazer essa análise o autor também citou estudos sobre videogames como os jogos World of Warcraft (WoW) e The Sims. Argumenta ao final que o espaço extraescolar é complexo e amplo e tanto o que pode ser aprendido nesses espaços como a forma pela qual se aprende não é passível de uma transferência direta para o contexto escolar.
4. Considerações finais
O último tópico enfatiza a importância dos estudos sobre letramento em uso em contextos fora da escola que não devem nem precisam estar amarrados a uma aplicabilidade escolar imediata. Segundo destaca o autor os aprendizados são distribuídos e, sendo assim, os diversos locais em que eles ocorrem merecem mais investigações.
sábado, 15 de setembro de 2012
Memória aula 28/08/2012
2º Encontro
A aula de hoje se pautou no texto de Pedro Demo: Olhar do Educador e Novas Tecnologias. In: B. Técnico do Senac: a R. Educ. Prof., Rio de Janeiro, v.37, nº2, mai./ago.2011, Disponível em: HTTP://www.senac.br/conhecimento/periodicos.html
Iniciamos com uma explicação do Prof. Luiz sobre os tipos de leitura e a que ele espera que façamos, ou seja, a Leitura Holística dos textos para discussão em classe.
Existem duas abordagens para leitura
TOP DOWN
é feita de cima para baixo;
faz uma aproximação do texto, entendendo como ele foi construído;
é holística, ou seja, uma visão geral do texto através do título (revela o tema) e aparece na introdução e na conclusão arrematando o texto;
o tema apresenta os argumentos do próprio autor e também as citações referenciais. Quando falo citando autores fortaleço meu argumento
à compreensão do texto exige o uso dos conhecimentos prévios, do conhecimento enciclopédico de mundo e do repertório de textos e ideias que o leitor dispõe
BOTOW UP
de baixo para cima
o foco está nas percepções:
o gramaticais – vocabulário, citações de autores, construção de sentidos (é local e não global), problemas pontuais e nos
o detalhes do argumento (enriquece a compreensão) – o que foi ou não dito (ex: o prof. marcou 42 detalhes argumentativos no texto de hoje, risca e numera), aparecem em cada parte do texto e me fazem refletir se concordo ou não e as críticas que faço.
Discutimos, também acerca dos estudos sobre LETRAMENTO.
Letramento: se refere aos usos sociais da escrita/leitura e que aparecem em determinados contextos:
histórico
psicológico
ideológico
Nenhum texto como nenhuma tecnologia é neutra e está em função de uma ideologia (crenças e valores) que não é neutra. Nesse contexto o LETRAMENTO CRÍTICO procura olhar para o fenômeno e dizer “a quem ele serve?” “O que significa?” A questão principal não está relacionada ao acesso mas, ao uso social da escrita e da comunicação.
A escola não funciona diferente da sociedade. A escola “X” funciona igual bairro “X”.
Qual é o papel das tecnologias nisso tudo? No centro do currículo deve estar o aluno e não a tecnologia.
Toda reflexão deve estar ligada a uma ação.
Em relação ao texto, o principal objetivo do autor foi apresentar o que se espera dos educadores no contexto atual em que “a penetração dos mundos virtuais de aprendizagem é compulsória”:
1. saibam posicionar as novas tecnologias a serviço do direito de aprender bem dos estudantes;
2. saibam escoimar o joio do trigo, sem perder de vista que o desafio precisa ser enfrentado, não escamoteado;
3. saibam proteger as crianças dos riscos e males on-line sem perder de vista que é preferível educar a censurar;
4. saibam fazer autocrítica, no sentido de procurar estar à altura da nova geração.
Observações feitas durante a aula:
Quanto ao 4 item ficou a observação relacionada ao valor dado à nova geração, ao destacar “à altura”, parece que já partimos do ponto em que a nova geração está acima de nós.
Discutimos sobre o que caracterizaria uma geração, uma vez que existe uma avalanche de publicações que colocam as crianças de hoje como sendo de uma nova espécie. O que percebemos é uma fluência tecnológica por parte dos estudantes que não pode ser confundida com o surgimento de uma nova espécie de seres humanos.
Existe uma crítica quanto a profundidade dos programas de televisão, mas a questão que se coloca é: as pessoas estão lendo com profundidade?
Antes o professor sempre tinha razão, hoje o aluno também pode ter.
Outro ponto interessante levantado foi em relação ao tema fetiche e os papeis representados pelas pessoas nas redes sociais, quando foi citado o autor Antonio da Costa Ciampa.
O ponto central da aula foi destacar que o aluno é o centro e não a tecnologia.
A aula de hoje se pautou no texto de Pedro Demo: Olhar do Educador e Novas Tecnologias. In: B. Técnico do Senac: a R. Educ. Prof., Rio de Janeiro, v.37, nº2, mai./ago.2011, Disponível em: HTTP://www.senac.br/conhecimento/periodicos.html
Iniciamos com uma explicação do Prof. Luiz sobre os tipos de leitura e a que ele espera que façamos, ou seja, a Leitura Holística dos textos para discussão em classe.
Existem duas abordagens para leitura
TOP DOWN
é feita de cima para baixo;
faz uma aproximação do texto, entendendo como ele foi construído;
é holística, ou seja, uma visão geral do texto através do título (revela o tema) e aparece na introdução e na conclusão arrematando o texto;
o tema apresenta os argumentos do próprio autor e também as citações referenciais. Quando falo citando autores fortaleço meu argumento
à compreensão do texto exige o uso dos conhecimentos prévios, do conhecimento enciclopédico de mundo e do repertório de textos e ideias que o leitor dispõe
BOTOW UP
de baixo para cima
o foco está nas percepções:
o gramaticais – vocabulário, citações de autores, construção de sentidos (é local e não global), problemas pontuais e nos
o detalhes do argumento (enriquece a compreensão) – o que foi ou não dito (ex: o prof. marcou 42 detalhes argumentativos no texto de hoje, risca e numera), aparecem em cada parte do texto e me fazem refletir se concordo ou não e as críticas que faço.
Discutimos, também acerca dos estudos sobre LETRAMENTO.
Letramento: se refere aos usos sociais da escrita/leitura e que aparecem em determinados contextos:
histórico
psicológico
ideológico
Nenhum texto como nenhuma tecnologia é neutra e está em função de uma ideologia (crenças e valores) que não é neutra. Nesse contexto o LETRAMENTO CRÍTICO procura olhar para o fenômeno e dizer “a quem ele serve?” “O que significa?” A questão principal não está relacionada ao acesso mas, ao uso social da escrita e da comunicação.
A escola não funciona diferente da sociedade. A escola “X” funciona igual bairro “X”.
Qual é o papel das tecnologias nisso tudo? No centro do currículo deve estar o aluno e não a tecnologia.
Toda reflexão deve estar ligada a uma ação.
Em relação ao texto, o principal objetivo do autor foi apresentar o que se espera dos educadores no contexto atual em que “a penetração dos mundos virtuais de aprendizagem é compulsória”:
1. saibam posicionar as novas tecnologias a serviço do direito de aprender bem dos estudantes;
2. saibam escoimar o joio do trigo, sem perder de vista que o desafio precisa ser enfrentado, não escamoteado;
3. saibam proteger as crianças dos riscos e males on-line sem perder de vista que é preferível educar a censurar;
4. saibam fazer autocrítica, no sentido de procurar estar à altura da nova geração.
Observações feitas durante a aula:
Quanto ao 4 item ficou a observação relacionada ao valor dado à nova geração, ao destacar “à altura”, parece que já partimos do ponto em que a nova geração está acima de nós.
Discutimos sobre o que caracterizaria uma geração, uma vez que existe uma avalanche de publicações que colocam as crianças de hoje como sendo de uma nova espécie. O que percebemos é uma fluência tecnológica por parte dos estudantes que não pode ser confundida com o surgimento de uma nova espécie de seres humanos.
Existe uma crítica quanto a profundidade dos programas de televisão, mas a questão que se coloca é: as pessoas estão lendo com profundidade?
Antes o professor sempre tinha razão, hoje o aluno também pode ter.
Outro ponto interessante levantado foi em relação ao tema fetiche e os papeis representados pelas pessoas nas redes sociais, quando foi citado o autor Antonio da Costa Ciampa.
O ponto central da aula foi destacar que o aluno é o centro e não a tecnologia.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Memória aula 21/08/12
1º encontro
Nosso primeiro encontro contou com dois momentos. No primeiro todos se apresentaram, falando um pouco também do projeto de pesquisa. O prof. Luiz Fernando falou da comunicação por meio das redes sociais e mostrou sua surpresa ao receber 2 cartas, isso mesmo, cartas via correio e com escrita manual comentado artigo seu publicado no jornal Cruzeiro do Sul.
No segundo momento fizemos a leitura do texto “A era do saber gratutito” disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,a-era-do-saber-gratuito,841286,0.htm
O texto é uma entrevista com o presidente da ABED, Frederico Litto. A primeira pergunta colocada pelo Prof. Luiz Fernando foi: “O que o texto não diz?” e a partir daí fizemos um debate de ideias. Algumas questões colocadas foram:
- A entrevista inicia citando um movimento que acontece nos Estados Unidos, quando também em nosso país temos vários problemas relacionados com a educação à distância.
- Conteúdo educacional online de graça. O que caracteriza a gratuidade, se os meios de acesso não são gratuitos, além do mais são necessários também os equipamentos de suporte para acesso, que também não são gratuitos. Pensando no meu entorno até consigo encontrar algumas possibilidades de acesso a internet (Sabe Tudo, Bibliotecas) limitadas, é claro, bem limitadas, pois a velocidade de conexão é lenta, tem muita censura, e você está limitado aos horários disponíveis.
- Achei esdrúxula a comparação entre livros e chocolates, pois coloca os livros como um bem de consumo imediato. O chocolate eu compro e como e o seu consumo se encerra na minha satisfação de come-lo. E o livro? Posso ler, não ler, estudar, guardar, emprestar, aprender, criticar, tantas possibilidades.... Além do mais, ao comparar com chocolate e especiarias, não estaria também colocando como algo que não é de primeira necessidade e portanto díspensável?
- O papel da universidade também foi muito simplificado, ao coloca-la apenas como facilitadora da compreensão do conteúdo por parte dos estudantes.
Dentro das minhas primeiras possibilidades de utilização do blog, fiz minhas observações de uma maneira resumida e restrita a alguns pontos, na expectativa de evoluir tanto no estudo quanto nas minhas contribuições a medida que for avançando nas aulas.
Primeiras palavras
Estou muito feliz. Fiz meu blog e inicio minhas primeiras palavras. A sensação é de alegria, a mesma que sentia no primeiro dia de aula, lá no começo da vida escolar ao começar a usar o material escolar, tudo novo: caderno, livro, lápis, borracha e aquela sensação maravilhosa, um misto de alegria e medo.
Atualmente sou supervisora de ensino na rede municipal de Sorocaba e aluna especial no curso de Mestrado da Uniso. Estou cursando a disciplina Novos Letramentos e Educação Superior na linha de pesquisa Ensino Superior, com o Prof. Luiz Fernando Gomes.
O principal objetivo do blog é utilizá-lo como um caderno de anotações da disciplina. Tarefa nada fácil, pois um caderno eu mostro para quem eu quero, já o blog....... Mas tudo bem, decidi me arriscar e mais do que comentar as aulas quero também falar como está sendo a experiência de utilizar as ferramentas tecnológicas.
Pra começar estou na fase do encantamento, daqui pra frente vamos ver como será.
Atualmente sou supervisora de ensino na rede municipal de Sorocaba e aluna especial no curso de Mestrado da Uniso. Estou cursando a disciplina Novos Letramentos e Educação Superior na linha de pesquisa Ensino Superior, com o Prof. Luiz Fernando Gomes.
O principal objetivo do blog é utilizá-lo como um caderno de anotações da disciplina. Tarefa nada fácil, pois um caderno eu mostro para quem eu quero, já o blog....... Mas tudo bem, decidi me arriscar e mais do que comentar as aulas quero também falar como está sendo a experiência de utilizar as ferramentas tecnológicas.
Pra começar estou na fase do encantamento, daqui pra frente vamos ver como será.
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